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sábado, 24 de setembro de 2016

Data de Nascimento e Ligação com Orixás

Se você pesquisar na internet, vai encontrar diversas informações sobre você de acordo com sua data de nascimento. A maioria chama muito a atenção de quem não tem contato profundo sobre o tema, por exemplo, vi hoje cedo: "Conheça seu Cigano Protetor".  Para descobrir bastava fazer uma conta usando sua data de aniversário. Peguei 4 conhecidos que incorporam ciganos e ciganas e usei uma lista da internet pra comparar, eu esperava que os nomes dos ciganos deles não batessem, mas os nomes das entidades que eles incorporam nem apareciam na lista. A maioria dos testes da internet nesse estilo são furados e sem nenhuma base.

Orixás são um caso à parte, pois as que religiões afro-brasileiras que reconhecem os mesmos como forças da natureza e também acreditam que os mesmos regem aspectos da pessoa.  Porém, diferentes grupos tem diferentes formas de determinar quais orixás regem as pessoas. Alguns usam búzios, outros cálculos matemáticos com relação a data de nascimento ou a própria entidade avisa a pessoa, esse último eu acredito ser o mais confiável.

Os signos são uma forma de representar energias que regem as pessoas, lembrando que isso vai muito além que apenas o signo solar, o mapa astral todo reflete na pessoa, embora o signo solar e ascendente tenham maior peso na personalidade da pessoa. O signo é uma forma de representar energias das pessoas da mesma forma que os Orixás que regem ela também, então como é espalhado por aí, não necessariamente um Ariano vai ser necessariamente filho de Ogum, mas, pode ser que no sistema de Orixá de Cabeça, Orixá de Frente e Adjuntó, o Orixá de Frente seja Ogum.

Orixás, são energias personificadas em formas humanas.

Em um caso prático, conheço um grupo de umbandistas onde a maioria por algum motivo estranho são taurinos, quando se foi fazer um estudo dos 3 orixás que regem cada um, os taurinos todos tinham o orixá Omolu fosse como Orixá de Cabeça ou Orixá de Frente ou Adjuntó.


Omolu é a energia da Terra e o signo de Touro também já que é Terra-Fixa, o signo mais material que entre os 12, então vemos que existe uma relação com os signos e Orixás, mas ela não é tão direta.
E breve tentarei fazer um estudo mais amplo sobre a ligação dos Orixás e Signos e se tudo dar certo, atualizarei aqui ou faria um artigo separado.

sábado, 17 de setembro de 2016

Incorporações nos Templos Taoístas

O Taoismo é uma filosofia e religião que surgiu na China, possuí muitas ramificações e muitos adeptos no Brasil.

Apesar de não serem populares e muitas vezes nem bem vistas, existem um grande número de religiões pelo mundo afora onde ocorrem incorporações.

Em algumas regiões próximas da China o médium de incorporação leva o nome de Tongji, no Chinês 童乩, pessoa que durante as festividade fica sentada geralmente em uma cadeira semelhante a um trono e recebe entidades que são chamados de algo que na nossa língua seria semelhante a deuses.

Tongji atingindo o transe
Após a incorporação ocorrer, os assistentes vestem o médium com roupas características da divindade que o mesmo incorpora, e alguns recebem inclusive armas de corte como espadas, dependendo da divindade, os Tongji já estão com os rostos pintados antes da incorporação, todo processo de incorporação ocorre ao som de gongos e tambores, embora em outros locais possam ser cantadas determinadas músicas para as divindades que vão se manisfestar.

Algumas bebem, comem e fumam, não muito diferente do que vemos nas manifestações aqui no Brasil e em outros países. Em alguns templos as pessoas podem consultar as entidades e pedir suas bençãos e proteção.

Também existem demonstrações de autoflagelação onde a entidade faz cortes no corpo do médium que o incorporou, em alguns nada ocorre em outros casos só geram pequenos cortes e arranhões. Os tipos de demonstrações também incluem bater no corpo com bastões com metais pontiagudos, machados, esferas cheias de pontas, atravessar agulhas na pele e passar óleo fervente no corpo. O objetivo é provar a presença da divindade que não tem medo e nem sente dor.

Porém, é importante ressaltar que cada local vai ser diferente do outro, em alguns não se usam fantasias e nem pinturas ou não são adeptos da autoflagelação para provar algo.

Kuan Yin abençoando consulente e água
Para eles essas são manifestações de deuses, porém, podemos entender que são entidades que se manifestam com essa roupagem, por isso podemos ver duas pessoas manifestarem o deus macaco uma ao lado da outra, sendo que na mitologia o deus macaco era um só. Também é evidente que na maioria das vezes são manifestações mediúnicas, em diversos vídeos podemos reparar que os veteranos tem mais facilidade em entrar em transe do que os jovens.

O processo é muito semelhante aos que vemos na Umbanda, alguns dos médiuns tem tremedeiras e movimentos involuntários e muitas vezes são segurados no início da incorporação, algumas vezes no momento que incorporam, as divindades são um pulo para trás e fica de pé nas cadeiras com um pé só.
Sun Wukong, o Deus Macaco
Ocorrem também benzimentos, onde se usam flores e ramos de ervas com o objetivo de trazer proteção e prosperidade para as pessoas próximas.

Alguns nomes de divindades ditas históricas e milenares são: Fa Zhu Gong, Shan Chai Tong Zi, Guan GongKuan Yin (Guan Yin), Guan YuSun Wukong entre outros. São divindades mitológicas de contos, do Taoismo e do Budismo. Em grande parte os templos onde as incorporações ocorrem estão em Singapura onde a prática é mais comum e aceita.

sábado, 10 de setembro de 2016

Umbanda para Não Umbandistas

Quando se fala de Hippolyte Léon Denizard Rivail conhecido pelo pseudônimo Allan Kardec, logo se pensa em suas contribuições e livros sobre o espiritismo, mas pouco se fala que o mesmo era um educador e pedagogo renomado e que tinha facilidade nata em ensinar, logo a metodologia de perguntas e respostas do Livro dos Espíritos tem um fundamento, afinal o questionamento é uma das melhores formas de se entender um assunto, uma vez que determinadas dúvidas se repetem de tempos em tempos.

É nesse sistema que o livro Umbanda para Não Umbandistas é baseado, perguntas e questionamentos feitos tanto de praticantes da Umbanda, como também leigos são respondidas de maneira direta e de forma simples, o livro é resultado do trabalho em conjunto dos médiuns do terreiro Taba de Oxalá e as entidades que trabalham com os mesmos dentro da Umbanda.


Com o crescimento da internet a Umbanda começa a gerar interesse positivo a partir do momento que pessoas começam a desmentir lendas urbanas e defender a Umbanda de acusações baixas e falsas, mas mesmo interessadas, as pessoas tem dúvidas que em grande parte das vezes tem dificuldades em encontrar meios de sanar.  Dúvidas básicas como por exemplo: "Existe sacrifício de animais na Umbanda?", são assuntos que já são batidos, muito discutidos e explicados, mas ainda são dúvidas na maioria das pessoas de fora, isso quando não tem já um conceito errado e pré-estabelecido.

Eu também indico o livro para quem gostaria de visitar ou conhecer algum terreiro e tem medo de cair em uma furada. Grande parte das respostas do livro dão uma ideia de como as coisas em um terreiro funcionam e outras questões são escolhidas propositalmente para que informações falsas ou mentiras promovidas por charlatões sejam destruídas.

Além disso o livro ao contrário do nome não serve apenas para "Não Umbandistas", ele também apresenta informações preciosas para pessoas que já conhecem e vivem a Umbanda, afinal uma parcela das perguntas foram feitas por umbandistas e eu mesmo tive o prazer de enviar algumas.
No final do livro existe um pequeno dicionário com termos que são comuns nos terreiros.

Como já foi dito, vale a pena a leitura, é um livro pequeno, simples e disponível de graça em formatos digitais.

Versão Física
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sábado, 3 de setembro de 2016

Meu Sumiço e Primeiro Real Contato com a Umbanda

Ficar tanto tempo sem escrever por aqui não foi algo planejado, eu precisei conhecer coisas novas e novos desafios fizeram me afastar, acabou por eu nem ter disposição nem criatividade para escrever nada, muitas vezes eu tentei, porém simplesmente as ideias não saiam e aquele tesão para escrever não surgia.

Acho que já falei por aqui a importância desse blog pra mim, talvez até umas 3 vezes, alguma vezes eu me sentia péssimo em ver tudo abandonado e eu sem tempo e nem organização para tocar tudo,
então ficam aqui as desculpas, fico feliz de saber que tem gente que acompanha e ter a quem me desculpar pela ausência, e antes que eu esqueça, agradeço o apoio dos que me procuraram nesses últimos meses.
É bem irônico que com o blog esteja chegando a quase 2 milhões de acessos eu voltar, ainda mais engraçado era que o blog já estava parando, diferente das outras vezes que sumi, as coisas começaram a ficar fracas, o número de acessos foi diminuindo, mas depois que voltei para escrever esse texto que montei por alguns dias nas horas vagas parece que tudo voltou ao normal. Algumas vezes penso que o blog tem vontade própria.

Infelizmente muita coisa ficou para trás, os comentários se acumularam e muita gente ficou sem resposta, ficou quase impossível responder tudo e sempre ia acumulando, então se você comentou algo a partir de abril (e não foi besteira), provavelmente eu já respondi, caso contrário pode perguntar de novo.

Mas vamos aos fatos e ocorridos 

Eu não lembro bem quando tive contato com a Umbanda, mas o episódio que eu vou relatar faz uns 2 anos, meu amigo que confio me falou que estava incorporando e eu pedi para acompanhar, apenas como curioso que sou. Não lembro se eu esperava muito, mas eu já tinha conhecido pessoas que incorporavam entidades da Umbanda e na maioria das vezes só recebi recados enigmáticos, promessas de coisas que nunca ocorreram, ficava escutando a entidade contando o quanto ela era foda, avisos que eu tinha obsessores de estimação que possivelmente eu nunca tive e claro, o clássico: "Você é muito novo para saber", o que acabou por despertar meu desinteresse por tudo isso, sempre dizendo que eu tinha sorte de não fazer parte desses seletos seres especiais que possuíam mediunidade, coisa que a maioria dizia que eu tinha.

Como eu disse, eu não lembro, mas acho que estava muito desacreditado nessa conversa de Umbanda e Guias, porém como ocultista eu não queria perder a oportunidade de presenciar o evento. Mas o dia me surpreendeu, mesa simples preparada, uma garrafa de sidra, cachaça e pouca gente, acho que 3 caras além do médium, umas velas pra anjo da guarda, (fui instruído a acender a minha também) e cigarrilhas pra entidade e eu lá observando. Tudo ocorreu na casa do médium, um apartamento.

A entidade chegou, o médium que incorporou não fez nenhum dos gestos exagerados que normalmente os outros médiuns fazem enquanto incorporam, e era a Cigana Sete Saias, uma entidade da linha cigana e mentora do médium, eu devia estar esperando alguma gritaria e coisa do tipo mas foi ao contrário, apenas no começo ela me olhou e deu uma leve gargalhada que me fez arrepiar, eu esperava que eu passasse despercebido, pois quando me convidei para assistir a ideia era eu ficar calado e só assistir, e depois anotar o que me fosse interessante em um dos meus cadernos onde eu escrevo tudo e nunca mais leio.

Ela me perguntou se eu já sabia quem era ela, eu confirmei o nome dela e ela brincando disse que eu estava sabendo bastante, depois de uns minutos falou que eu estava "cheio de perguntas na cabeça".

A entidade me mostrou um bracelete que havia sido presente do médium, me dizendo que era bonito e eu concordei, ela colocou o bracelete num copo com um pouco de cidra, e assoprou fumaça no copo, a fumaça ficou parada um tempo dentro do copo. Ela explicou, mas eu já sabia que era a energia dela imantada na peça, geralmente se dá o nome de aparamento, não é um enfeite ou fantasia, é um objeto cruzado com a energia da entidade para facilitar a incorporação, ou como ela mesma disse: "Facilitava a chegada nela no plano material."

Vale também analisar um pouco a diferença do médium depois da incorporação, a voz mudou, os gestos também, ao pegar uma coisa, segurar a taça os gestos eram delicados, porém, não eram forçados a parecer delicados, os olhos ficavam abertos diferente de algumas vezes que vi em outros locais, a voz era semelhante a de uma senhora.

Chega uma hora de fazer perguntas e eu obviamente fiz algumas perguntas sobre ocultismo, nenhuma resposta foi evasiva, falamos sobre banimentos especialmente sobre o RmP, visualização, projeção astral e outras dezenas de coisas que hoje não lembro por não ter anotado.

Mais tarde nessa época eu também perguntei sobre fechar esse blog, foi uma época que estava meio desanimado, e perguntei a opinião dela sobre isso e sobre a utilidade dele para as pessoas, ela me disse que era um trabalho positivo, e que era importante eu continuar.

Também foi me explicado que a linha das Ciganas 7 Saias trabalham com o emocional, tanto no microcosmo como no macrocosmo, ou seja, as entidades dessa linha trabalhavam tanto com pessoas, como grandes massas coletivas.

Mais tarde outras entidades se manifestaram. Diferente dos outros contatos que eu tive, lá as entidades me responderam questões complexas que eu perguntei sobre ocultismo e coisas que eu não tinha mais a quem perguntar, no final por ironia eu achei o lugar que eu procurei por anos e que já havia desistido de encontrar, com o tempo as minhas perguntas foram deixando de ser em relação ao imaterial mas sobre eu mesmo.

Eu queria contar a história toda, que até já digitei, mas prefiro resumir: Mais tarde eu fui convidado a trabalhar e participar do desenvolvimento mediúnico. Como nada é um mar de rosas, muitas dificuldades apareceram, como por exemplo a distância e claro eu mesmo. Então começou uma nova jornada, diferente de alguns ocultistas, eu nunca dei bola pra Umbanda, afinal, eu nunca incorporei, nem iria incorporar, qual o motivo de estudar isso? Eu achava também que os espíritos da Umbanda eram da forma negativa e estereotipada que muitas vezes vi, nunca havia me passado pela mente que o médium pode interferir apenas por achar que a entidade deve ser de tal modo e também nunca havia pensado que em alguns locais se podia conversar abertamente e com questões complexas, isso tudo sem deixar de ser Umbanda e sem parecer ou virar Espiritismo.

Passado algum tempo eu incorporei, não sei ainda se o relato pode ser aproveitado aqui e se vale a pena publicado, pois não daria muitas linhas. Atualmente sou médium em desenvolvimento e acredito que estou indo bem. Já pra deixar claro eu incorporo mesmo, acredito que fico bem colocado em Médium Semi-Consciente, no momento que ocorre eu fico consciente do que a entidade fala, porém, depois esqueço fácil o que foi dito por ela e perco muito a noção de tempo. Não sei o motivo, mas não me sinto a vontade de falar o nome das entidades que incorporo até agora.

Então resumindo e voltando ao início do texto, esse também foi um dos motivos do meu sumiço daqui, meu foco estava todo em uma coisa e por mais que eu tentasse não conseguia escrever nada por aqui, claro que outras coisas mundanas e obrigações pesaram muito também.

Então eu não sei como vão ser as coisas daqui para frente, eu espero que eu consiga voltar aos artigos semanais, muita coisa depende só de ritmo e vou me esforçar para conseguir manter,

Agradeço a todos novamente!
Abraços!

domingo, 5 de julho de 2015

Guia de Sobrevivência Ocultista na Internet

Saiba Filtrar
As informações sobre ocultismo que temos acesso vem de textos atuais e medievais e são frutos de diversas traduções, algumas delas são confiáveis ou nem um pouco, por isso procure sempre o que você pode aproveitar e o que deve descartar.

Seja Cético
Ser cético não significa que devemos fechar nossas mentes, porém sermos mais seletivos em relação as informações que nos é dada, principalmente sobre pessoas que dizem que são isso ou aquilo, o ceticismo é um grande escudo e que evita todo tipo de problema.

Guarde sua Carteira
Todo dono de ordem falsa, picareta, charlatão e tipo de pessoa mal intencionada tem como objetivo número 1 tirar dinheiro de desaviados, seja por cursos, iniciações mágicas que dão poderes, pactos de riqueza, afiliações de ordens que são apenas sites da internet e por ai vai. Não seja um idiota que anda com a carteira aberta pagando de tudo, você só vai perder dinheiro, se for pra gastar dinheiro, gaste com livros.

Evite Facilidades
Muita gente vende iniciações pra você se tornar um curandeiro energético, outras vezes pra você se tornar um projetor consciente no plano astral ou mesmo algum meio pra você se tornar rico e não precisar trabalhar para ter tempo de estudar e se tornar um grande mago. A realidade é que não existe facilidade pra nada disso, e você nunca vai conseguir trocar dinheiro por nada na espiritualidade.

Não se torne fanático
Fanatismo é sinal de falta de inteligência, mesmo dentro do ocultismo, vemos pessoas que fazem parte de ordens, algumas muito boas, porém acabam se tornando fanáticas e atacando qualquer ideia diferente ou oposta.

Se Valorize
Muita gente as vezes busca conquistar títulos que são dados por pessoas em troca de dinheiro, afiliações em ordens que não acrescentam nada e fazem todo tipo de coisa em troca de coisas fúteis, o que importa é o conhecimento dela e sua força de vontade em se tornar alguém melhor e mais esclarecido com a ajuda do estudo do ocultismo e espiritualidade.

Investigue
Geralmente quando alguém se diz mestre, sábio, professor e é cheio de títulos, basta colocar o nome real da pessoa no Google ou até mesmo o falso, acabamos descobrindo quem a pessoa realmente é.
O mesmo vale para "cursos" da internet, iniciações, ordens e etc.

Seja Seu Próprio Guia
Quem precisa de pastor é ovelha, quem precisa de cão guia é cego, sua própria vivência é o que te fortalece e serve como base para seu crescimento pessoal, não deixe que ninguém ande por você. Se quiser um apoio sempre tenha certeza que de a pessoa, grupo ou ordem é um símbolo de algo que você pode confiar.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Representações Energéticas

A maioria dos rituais seguem certos padrões, por causa disso podemos determinar que objetos, planetas, signos, símbolos, divindades e plantas e outras coisas da qual são usadas em determinados rituais possuem uma energia, logo quando você lê que algum ritual pede por determinado tipo de pedra, incenso, horário, cor da vela e objetos provavelmente todos esses itens possuem uma determinada energia que tem relação com o objetivo do ritual.

No passado as diferentes energias foram "encaixadas" de diversas formas, encontramos representações de energias por meio dos 7 planetas, dentro de cada arcano de tarô, no Yin-yang, dentro das Esferas da Árvore da Vida da Kabbalah, nos 4 elementos e por ai vai.

Um bom exemplo que tive em relação ao tarot foi quando em uma gira de Umbanda, uma entidade me falou que as cartas de tarô eram "medidores de axé". Axé é um dos nomes usados para se falar de energia dentro da umbanda, isso quer dizer que as cartas mostravam quais determinadas energias estavam atuando. Outros oráculos funcionam assim, por exemplo os símbolos das runas e figuras geomânticas são representações de energias, quando se faz uma pergunta a um oraculo, ele apresenta a resposta na maior parte das vezes, mudando em poucos oráculos é feita com uma imagem ou símbolo que representa uma determinada energia.


Divindades também são representações de determinados tipos de energia, aliás, não só divindades, mas arquétipos que podemos encontrar na literatura, em filmes e nos novos deuses que são os super-heróis e super-vilões.

Quando o ocultista conhece essas representações energéticas ele pode usá-las ao seu favor, algumas são vibrações naturais de energia e outras que são símbolos que atuam no nosso inconsciente ou no inconsciente coletivo, já que não podemos entender essas energias em sua totalidade, por isso para conseguir por exemplo ter coragem em situações do cotidiano ou em um momento em que a vida nos desafia, uma pessoa pode acender uma vela vermelha ou usar um amuleto do planeta Marte ou de Áries ou teatralizar que é uma arquétipo dessa energia como Rambo ou fazer uma oferenda pra Ogum ou meditar sobre a esfera Geburah e muito mais.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Por Que Não Guardar Objetos de Pessoas Falecidas

Conforme passaram os anos vivenciei muitas experiências interessantes, muita gente me procurou com todo tipo de problema e conforme o tempo vai passando acabamos vendo padrões que desencadeiam problemas espirituais. Uma das ocorrências mais comuns de problemas é ter objetos de pessoas falecidas em casa, existem vários meios de objetos de pessoas falecidas trazerem problemas, uma boa parte dos casos tem a ver com o falecido ser muito materialista e gostar do objeto, em outros casos o objeto serve para o espírito do falecido ficar ancorado no lugar, o que geralmente trás muito desconforto pros moradores da casa.

O relato mais antigo que tenho foi quando fui procurado por um rapaz que vou chamar de S., que se queixava de ter dificuldades para trabalhar pois não conseguia se concentrar para fazer seu trabalho, ele explicou que trabalhava em casa porém depois de algum tempo não conseguia mais trabalhar e ficava angustiado enquanto tentava, entrava em um estado que só conseguia sair quando ingeria bebidas alcoólicas, o que já estava virando rotina para ele.

Eu procurei tentar ajudar dizendo para que o mesmo desse comandos mentais "ordenando" que se focasse, porém, ele disse que o caso dele era diferente, pois sempre teve concentração para fazer seu trabalho mas partir de um tempo não conseguia ficar 5 minutos concentrado.

Na época eu não tinha muita experiência com esses tipos de problemas, apesar disso eu não achava que o problema tinha algum cunho espiritual, mas devido a certeza do rapaz de que era algo externo procurei fazer algumas perguntas, por exemplo, se ele tinha mediunidade aflorada, se a data que os problemas começaram batia com algum lugar que ele visitou entre outras perguntas, mas nada esclarecia o que acontecia com ele, perguntei se ele ficava muito na casa, pois isso poderia ser origem do estresse, ele disse que ficava o dia todo para trabalhar no seu projeto, falei que podia ser a energia da casa que estava estagnada e sugeri fazer uma limpeza na casa, colocar plantas no ambiente e sair um pouco da casa e tomar algum sol.

Enquanto passava as instruções, S. disse que lembrou que ficou alguns dias na casa do seu irmão e conseguiu trabalhar perfeitamente, porém quando voltou pra casa já ficou com vontade de beber.

S. disse que não ia conseguir limpar a casa toda, pois havia um quartinho que era do seu pai e perguntou se objetos de parentes podiam influenciar, perguntei que objetos e ele disse que eram xícaras e bules que o o tio dele havia dado para o pai dele e que nada do tio dele dava certo e que sempre o mesmo sempre teve problemas financeiros e mesmo gostando muito do tio, não se sentia bem na casa dele.

Eu disse que apesar disso, não fazia muito sentido, e que se fosse objeto de alguém já morto os objetos pudessem ser levados em conta. Foi ai que S. explicou que os objetos eram da sua falecida avó, que teve atritos com o pai dele quando o mesmo resolveu morar fora do país a trabalho e que a velha vivia rezando para que o mesmo voltasse.
S. também achou interessante contar que a casa que vivia agora foi a casa dos seus falecidos avós, que apesar de casados se odiavam bastante, outro fato era que o avô enquanto era vivo gostava de juntar porcarias sem utilidade que estavam na casa até hoje.

Recomendei a S. que limpasse a casa e colocasse plantas, como não podia jogar os objetos da avô fora, falei que colocasse saquinhos de sal junto aos objetos e S. nunca mais voltou para se queixar dos problemas de novo.

Obs: Apesar do título do texto, não quero dizer que objetos dos nossos entes queridos devem ser jogadas fora. O que quero explicar é que como foi dito antes em alguns casos os objetos podem servir de elo energético entre espíritos e um determinado ambiente, por isso se deve ter cuidado com o que se leva para casa. Se o antigo e falecido morador da casa permanecer lá, limpezas com água e sal grosso podem ajudar, além de limpezas e mudanças no ambiente podem ajudar a resolver a questão já que ocorreria uma mudança na vibração do ambiente.