Cabeçalho 2

Liber MMM

Liber MMM

Este curso é um exercício nas disciplinas da magia: transe, uma forma
de controle da mente semelhante ao yoga, metamorfose pessoal e as
técnicas de magia básicas. O sucesso com estas técnicas é pré-requisito
básico para qualquer progresso real como iniciado terceiro syllabus. Um
diário mágico é o mais essencial e poderoso instrumento do mago.
Devendo ser amplo o suficiente para reservar uma página para cada dia.
Os estudantes devem registrar o tempo, a duração e o grau de sucesso
de cada prática levada a cabo. Eles deverão tomar nota dos fatores
ambientais conducentes (ou de outra forma) do trabalho. Aqueles que
desejarem notificar a Ordem da sua intenção de começar o trabalho
estão convidados a fazê-lo via IOT Brasil.

Controle Mental


Para um trabalho mágico efetivo, a habilidade para se concentrar e a
atenção devem se fortalecer, até que a mente possa entrar em estado
de transe. Isto é realizado nos seguintes estágios: absoluta imobilidade
do corpo, regulação da respiração, cessação do pensamento,
concentração no som, concentração nos objetos e concentração nas
imagens mentais.

Imobilidade


Posicione o corpo de maneira confortável e tente permanecer nesta
posição por tanto tempo quanto possível. Tente não piscar ou mexer a
língua, dedos ou qualquer outra parte do corpo em absoluto. Não deixe
a mente embarcar nos vagões dos pensamentos, mas ao contrário,
observe-se passivamente. O que parecia ser uma posição confortável
passará a ser agonizante com o tempo, mas persista. Coloque de lado
algum tempo todos os dias para esta prática e tire vantagem de
qualquer oportunidade de inatividade que possa ocorrer. Registre os
resultados em seu diário mágico. Não se deve ficar satisfeito com menos
de cinco minutos. Quando tiver sido atingido o patamar de 15 minutos,
proceda então a regularização da respiração.

Respiração


Fique tão imóvel quanto possível e comece deliberadamente a fazer a
respiração mais lenta e mais profunda. O objetivo é utilizar a total
capacidade dos pulmões, mas sem qualquer esforço muscular excessivo
ou tensão. Os pulmões devem ser mantidos vazios/cheios, entre a
inspiração/ expiração, para aumentar a duração do ciclo. O importante é
que a mente esteja totalmente direcionada para o ciclo da respiração.
Quando isso puder ser feito com sucesso, por um período de 30 min,
proceda ao não pensamento.

Não-Pensamento


Os exercícios de imobilidade e respiração podem melhorar a saúde, mas
eles não têm outro valor intrínseco, apenas servem como preparação
para o não-pensamento, que é o princípio e a condição do transe para a
magia. Enquanto imóvel e respirando profundamente, comece a retirar
da mente quaisquer pensamentos que possam ocorrer. A própria
tentativa de fazer isso, inevitavelmente, revela ser a mente um furor
tempestuoso de atividade. Só mesmo a maior determinação pode
vencer até mesmo uns poucos segundos de silêncio mental, mas mesmo
isso já é um enorme triunfo. Mire na completa atenção a pensamentos
emergentes e tente prolongar os períodos de total tranqüilidade. Assim
como a imobilidade física, esta imobilidade mental deve ser praticada a
horas determinadas e também sempre que um período de inatividade
acontecer ( por exemplo, num ônibus ou numa fila ). Os resultados
devem ser registrados no seu diário.

Os Transes Mágicos

Magia é a ciência e arte de provocar mudança de ocorrência em
conformidade com a vontade. A vontade só pode se tornar magicamente
efetiva quando a mente é forçada a não interferir com a vontade. A
mente deve estar disciplinada a focar sua atenção em algum fenômeno
insignificante. Se alguma tentativa é levada a cabo para se focar em
alguma forma de desejo, ocorre um curto-circuito causado pelo
interesse de um resultado, investido de luxúria e cobiça. Identificação
egoísta, ou receio de fracasso, e o desejo recíproco de não ter desejo,
emergentes da nossa natureza dual, destrõem o resultado. Portanto,
quando selecionar tópicos para a concentração, escolha assuntos que
não possuam significado espiritual, egóica ou de qualquer ordem
utilitária, escolha assuntos de pouca significância.

Objeto de concentração

A lenda do olho-grande deriva da capacidade dos feiticeiros e dos magos
de darem uma olhada fixa mortal. Esta habilidade pode ser praticada em
relação a qualquer objeto, uma marca na parede, alguma coisa ao
longe, uma estrela no céu, qualquer coisa. Para manter um objeto em
mente com absoluta fixação, olhar imperturbável, por mais do que
alguns momentos é extraordinariamente difícil, ainda assim, deve-se
insistir nesta prática por horas. Toda tentativa do olho de distorcer o
objeto, toda tentativa da mente de procurar algo mais para pensar,
deve ser resistida. Eventualmente, é possível serem desvendados
segredos ocultos através desta técnica, não obstante, faz-se mister que
tal habilidade seja desenvolvida, tomando-se objetos de pouca
significância.

Concentração do Som


A parte da mente na qual pensamentos verbais emergem são postos
sob domínio/controle mágico pela concentração nos sons mentalmente
imaginados. Qualquer simples som ou sílaba é selecionada, por
exemplo, AUM ou OM, ABRAHADABRA, YOD HE VAU HE, AUM MANI
PADME HUM, ZAZASZAZAS, NASATANADA ZAZAS. O som escolhido é
repetido várias e várias vezes na mente para bloquear todos os outros
pensamentos. Não importa quão inapropriada a escolha do som pareça
ser, você deve persistir nele. Eventualmente, pode parecer estar se
repetindo automaticamente e pode, até, ocorrer em estado de sono.
Estes são sinais encorajadores. A concentração no som é a chave para
palavras de poder e certas formas de encantamento e
desencantamento.

Concentração na imagem


A parte da mente na qual o pensamento pictórico emerge é posto sob
controle mágico pela concentração numa imagem. Uma simples forma,
tal qual o formato de um triângulo, um círculo, quadrado, cruz ou
crescente é escolhida e mentalizada, sem distorção, por tanto tempo
quanto possível. Somente os mais determinados são capazes de manter
a forma imaginada e persistir indeterminadamente. No início, a imagem
deve ser buscada com os olhos fechados. Com a prática, pode ser
projetada contra qualquer superfície branca. Esta técnica é a base para
expulsão de poderes ocultos e a criação de formas de pensamento
independentes. Os três métodos de transe mágico só irão surtir
resultado se perseguidos com a mais fanática e mórbida determinação.
Estas habilidades são por demais anormais e, normalmente, inacessíveis
à consciência humana, uma vez que elas exigem tão supra-humana
concentração, mas as recompensas são enormes. No diário da magia,
registre o trabalho formal de cada dia e quaisquer outras oportunidades
extras que, por ventura, tenham sido vivenciadas. Nenhuma deverá ser
mantida em branco.

Metamorfose

A transmutação da mente a uma consciência mágica tem,
freqüentemente, sido chamada de A Grande Obra. Tem o propósito
profundo de conduzir, eventualmente, a descoberta da verdadeira
vontade. Mesmo a mais insignificante habilidade para alguém se mudar,
se transformar é mais valorosa do que qualquer outro poder sobre o
universo exterior. Metamorfose é um exercício da vontade para a
restruturação da mente. Todas as tentativas de reorganizar a mente
envolvem uma dualidade entre as condições que existem e as condições
que são preferíveis. Assim, é impossível cultivar qualquer virtude como:
espontaneidade, alegria, orgulho piedoso, graça ou onipotência sem
envolver-se em mais convencionalidade como: amargura, culpa ou
pecado e impotência no processo. Religiões são fundadas sob a falácia
de que se pode ou se deve ter uma sem a outra. A alta magia reconhece
a condição dualista, mas não se importa se a vida é acre-doce, doce ou
azeda, mais do que isso, procura realizar qualquer perspectiva arbitrária
perceptível da vontade. Pode-se escolher qualquer estado mental,
arbitrariamente, como um objetivo para transmutação, mas existe uma
qualidade específica nas virtudes mencionadas. A risada é um antídoto
para o desequilíbrio e possível demência do transe mágico. A nãoafeição
é uma qualidade específica contra a obsessão com as práticas
mágicas . A aquisição destes estados mentais é obtida por um processo
de meditação contínua. Tenta-se entrar dentro do espírito da condição,
sempre que possível, e pensar sobre o resultado desejado, em outras
vezes. Por este método, o hábito de um novo e forte estado mental
pode ser estabelecido. Considere a risada. É a emoção mais forte,
porque pode conter qualquer das outras, do êxtase ao lamento. Não tem
oposto. O choro é apenas uma forma sub-desenvolvida pela qual se
limpa os olhos e as crianças chamam a atenção. A risada é a única
atitude sustentada num universo que é uma brincadeira, uma piada
sobre si próprio. O truque é ver esta piada praticada até mesmo em
eventos neutros ou horríveis que nos rodeiam. Não cabe a nós
questionar a aparência fatal de gosto do universo. Buscar a emoção da
risada na sua delícia e diversão, buscá-la no que for neutro ou
insignificante, buscá-la mesmo no que for horrível e revoltante. Ainda
que pareça forçada, a primeira vista, pode-se aprender a sorrir sempre,
sobre tudo. Não-afeição, desinteresse, melhor descreve a condição
mágica de agir sem cobiça de resultado. É muito difícil para os homens
decidirem sobre alguma coisa e, depois, fazê-la puramente sem nenhum
interesse. Ainda assim, é precisamente essa habilidade que é requerida
para a execução de atos mágicos. Somente uma atenção muito
direcionada conseguirá. Tendência é para ser entendida tanto no sentido
negativo como positivo, porque a aversão é o outro lado. Uma fixação
que se tenha na personalidade, na ambição, nos relacionamentos, nas
experiências sensoriais ou, igualmente, aversão, quaisquer destes
atributos se mostrarão limitados. Por outro lado, é fatal perder o
interesse nesses assuntos, uma vez que eles são o sistema simbólico ou
a realidade mágica de alguém. Porém, é mais do que isto, quando se
está tentando tocar mais delicadamente nas partes sensíveis da
realidade de alguém, a fim de evitar as garras destruidoras do desejo e
do desânimo. Assim sendo, deve-se tentar ganhar liberdade suficiente
para agir magicamente. Em acréscimo a estas duas meditações, há uma
terceira forma mais ativa de metamorfose, e esta inclui os hábitos do
dia a dia. Por mais inócuos que eles possam parecer, hábitos e
pensamentos, palavras e ações são a âncora da personalidade. O
magista visa içar a âncora e se libertar dos mares do caos. Para
proceder, selecione qualquer hábito sem importância, ao acaso, e o
retire de seu comportamento, ao mesmo tempo, adote um hábito novo
qualquer, ao acaso. A escolha não deve envolver nada espiritual ou de
significado egocêntrico ou emocional, nem deve-se selecionar qualquer
coisa que tenha possibilidade de fracasso. Ao persistir com a meditação,
você se torna capaz, virtualmente, de qualquer coisa. Todos os
trabalhos de metamorfose deverão ser apontados no diário de magia.

Magia


O sucesso nesta fase do Syllabus, depende de algum grau de maestria
nos transes mágicos e na metamorfose. Esta instrução de magia inclue
três técnicas: O ritual, o sigilo e o sonho. Em acréscimo, o magista deve
familiarizar-se, pelo menos, com o sistema de adivinhação. Cartas,
runas, cristais, pêndulo ou vara adivinhatória. Os métodos são
infindáveis. Com todas as técnicas, vise o silêncio da mente e deixe a
inspiração prover algum tipo de resposta. Seja lá que tipo de sistema
simbólico ou instrumento for utilizado, eles ajudam só para prover um
receptáculo ou amplificador para habilidades interiores. Nenhum sistema
de adivinhação deve ser excessivamente aleatório. A astrologia não é
recomendada. O ritual é a combinação do uso de talismã, armas,
gestual, sigilos ou senhas visualizadas, palavras mágicas e transe
mágico. Antes de proceder com sigilo ou sonho, é essencial desenvolver
um ritual de banimento. Um ritual de banimento bem constituído tem os
seguintes efeitos: Prepara o magista mais rapidamente para a
concentração mágica do que qualquer exercício de transe mágico.
Capacita ao magista resistir a obsessões, se forem aparecendo
problemas, com as experiências de sonho ou com os sigilos, tornandoos
conscientes. Também protege o magista de quaisquer influências
ocultas hostis que, por ventura, o assaltem. Para desenvolver um ritual
de banimento, primeiro adquira uma arma mágica: Uma espada, uma
adaga, uma varinha, ou talvez, um anel largo. O instrumento deve ser
alguma coisa que impressione a mente e deve, também, representar as
aspirações do magista. A vantagem de forjar a mão o próprio
instrumento ou em descobrir neles algo de novo, de forma inusitada,
não pode ser super estimado. O ritual de banimento deve conter os
seguintes elementos no mínimo: -Primeiro, o magista deve descrever
um obstáculo sobre si próprio com a arma mágica. A barreira do
obstáculo é, também, fortemente visualizada. Figuras tridimensionais
são preferíveis. -Segundo, o magista focaliza sua vontade numa imagem
visualizada; por exemplo, a arma mágica ou seu terceiro olho ou uma
bola de luz dentro de sua cabeça. Uma concentração de som pode ser
usada em acréscimo ou alternadamente. 

Figura 1. Diferentes formas de barreiras em três dimensões que o mago pode criar
com a arma mágica.

-Terceiro, a barreira é
reforçada com símbolos de poder desenhados com a arma mágica. A
tradicional estrela de cinco pontas pode ser usada ou a estrela de oito
pontas do Caos ou qualquer outra coisa. Palavras de poder também
podem ser usadas. -Quatro, o magista aspira ao vazio infinito, por um
breve mas determinado esforço, para parar de pensar.

Sigilos

O magista pode requerer algo que é incapaz de obter através dos canais
normais. É, possível atrair a sorte requerida, algumas vezes, por uma
intervenção direta da vontade, contanto que isto não ponha uma tensão
muito grande no universo. O mero ato de querer é raramente efetivo,
quando a vontade torna-se envolvida em um diálogo com a mente. Isso
dilui a habilidade mágica de muitas maneiras. A vontade torna-se parte
do complexo do ego; a mente torna-se ansiosa das falhas; a vontade de
não desempenhar o desejo surge para reduzir o medo de falhar. Logo, o
desejo original é uma massa de idéias conflitantes. Freqüentemente, o
desejado resultado surge, apenas, quando ele é esquecido. Este último
fato é a chave para sigilos e muitas formas de encantamento mágico.
Sigilos funcionam porque eles estimulam a vontade para trabalhar subconscientemente,
baipassando a mente. Há três partes para a operação
de um sigilo. O sigilo é construído, perdido na mente, e carregado. Na
construção do sigilo, o objetivo é produzir um símbolo do desejo,
estilizado, para não sugerir o desejo, imediatamente. Não é necessário
usar sistemas de símbolos complexos. 
O exemplo abaixo mostra como
os sigilos podem ser construídos de palavras e de sons. Os objetos
referentes destes encantamentos são arbitrários, sendo apenas
exemplos e não recomendações.


Criação de um sigilo por
a) método da palavra,
b) método mântrico.
a) Eu desejo obter o Necronomicon EUDESEJOOBTERONECRONOMICON
(letras repetidas eliminadas) EUDSJOBTRNCMI (letras rearranjadas para
dar um sigilo pictórico)
b) Eu quero encontrar um Sucubus em sonho. EUCURO ENCONTUM
SUKU BUSEM SANA' EUCRO N'CT M'SKBA (reorganizado) ORCEU TANC
KASBAM (mantra finalizado)
Para perder o sigilo com sucesso, ambos, a forma do sigilo e o desejo
associado devem ser banidos da consciência de vigília normal. O
magista empenha-se contra qualquer manifestação de cada um, por
uma volta forçada de sua atenção para outros assuntos. Às vezes, o
sigilo pode ser queimado, enterrado ou lançado no oceano. É possível
perder uma palavra de encantamento pela repetição constante dela, o
que, eventualmente, esvazia a mente do desejo associado. O sigilo é
carregado no momento em que a mente alcança a aquiescência, através
do transe mágico ou quando a alta emotividade paralisa seu
funcionamento normal. Nestes momentos, o sigilo é concentrado ou
como uma imagem mental ou mantra ou como uma forma desenhada.
Alguns dos momentos quando sigilos podem ser carregados, são os
seguintes: Durante o transe mágico; no momento do orgasmo ou
grande exaltação nos momentos de grande medo, raiva ou embaraço;
nos momentos de intensa frustração ou desapontamento.
Alternativamente, quando outro forte desejo origina-se, este desejo é
sacrificado (esquecido) e o sigilo é concentrado em seu lugar. Depois de
segurar o sigilo na mente tanto tempo quanto possível, é prudente banilo
pela evocação da gargalhada. Um registro deveria ser mantido de
todo o trabalho com sigilo, mas não de um tal modo a causar
deliberação consciente sobre o desejo sigiloso.

Sonho


O estudo dos sonhos, provê um conveniente ingresso no campo
divinatório de entidades e exteriorização ou experiência de "ausência do
corpo", toda a humanidade sonha a cada noite de suas vidas, mas
poucos podem regularmente, recordar suas experiências mesmo uns
poucos minutos depois de estarem acordados. Experiências de sonhos
são tão incongruentes que o cérebro aprende a prevenir-se, interferindo
com a consciência de vigília. O objetivo do magista é ganhar um total
acesso ao plano dos sonhos e assumir o seu controle. A tentativa para
fazer isso, invariavelmente, envolve, o magista, numa batalha
implacável e bizarra com seu próprio censor psíquico, o qual usará
quase qualquer tática para negar a ele estas experiências. O único
método de ganhar acesso total ao plano dos sonhos é manter um
caderno próximo ao lugar de dormir, sempre. Neste, registra-se os
detalhes de todos os sonhos, tão logo possível, depois de desperto. Para
assumir o controle sobre o estado de sonho, é necessário selecionar um
tópico para sonhar. O magista deveria começar com simples
experiências tais como o desejo de ver um objeto em particular ( real ou
imaginário) e dominar isso, antes de tentar a adivinhação ou a
exteriorização. O sonho é causado pela forte visualização do tópico
desejado mentalmente de modo silencioso, imediatamente antes de
dormir. Para experiências mais complexas, o método de sigilos pode ser
empregado. Um registro de sonhos é melhor mantido separado do
registro mágico, já que ele tende a se tornar volumoso. Contudo,
qualquer sucesso significativo deveria ser transferido para o diário
mágico. Embora o tamanho do trabalho possa assustar, um registro
mágico mantido apropriadamente é a mais certa garantia de sucesso no
trabalho do Liber MMM: são ambos, um trabalho de referência com o
qual se avalia o progresso e, mais significativamente um estímulo para o
esforço suplementar

O Ritual Gnóstico do Pentagrama

"Rituais de Banimento", como são comumente conhecidos, servem para
vários propósitos. Ao princípio e ao fim de longos rituais, eles são
utilizados para estabelecer e restabelecer a concentração, o equilíbrio e
o controle. Eles, também, podem ser usados para práticas de
visualização, com o intuito de afastar influências indesejáveis. O
tradicional Ritual Menor do Pentagrama, utilizado pelos adeptos da
Golden Dawn, vem se tornando menos eficaz, com o passar do tempo.
Nos dias de hoje, poucas pessoas estão suficientemente ligadas ao
misticismo Hebraico ou ao estudo da Cabala para extrair poder dos
nomes de deus ou da figura dos anjos. Por persistir a ineficácia
crescente do Ritual Menor do Pentagrama e suas variáveis em outras
tradições, evidencia-se a necessidade de um novo ritual para esta
finalidade. Apresento-vos o Ritual Gnóstico do Pentagrama. Ele
preenche todos os objetivos de um ritual de banimento, sem estar preso
a qualquer simbolismo em particular. E é, adicionalmente, aplicável
como uma técnica de cura. O RITUAL O Ritual Gnóstico do Pentagrama
começa com a visualização de uma radiância, em cinco partes do corpo.
Cada visualização é acompanhada da vibração do som de uma vogal I,
E, A, O, U. Os sons são vibrados altos e mantidos por uma exalação
completa. Cada um deve causar uma sensação física na parte do corpo
correspondente. De fato, o corpo deve ser tocado como um instrumento
musical, com cada parte ressonando de acordo com um tom. Em
seqüência, pentagramas são desenhados no ar, em quatro pontos, ao
redor do operador. Os pentagramas devem ser desenhados no ar, em
cada quadrante, no sentido anti-horário, até que o operador retorne à
posição de origem. Os pentagramas devem ser fortemente visualizados,
de olhos abertos ou fechados, como melhor lhe aprouver. Cada um deve
ser acompanhado com uma intonação alta do som de todas as cinco
vogais I, E, A, O, U, em uma única exalação, com um som para cada
barra do pentagrama que for desenhada. O mantra IEAOU é utilizado,
aqui, para impedir um pensamento discursivo. Finalmente, o operador
visualiza a radiância em várias partes do corpo, reforçada
individualmente pelo mantra I, E, A, O,U, que é repetido. O Ritual pode
ser mais elaborado, se preferir, por exemplo, adicionando-se cores para
a visualização das radiâncias ou adicionando pentagramas acima e
abaixo do operador. Este ritual pode ser utilizado para: Estabelecer
equilíbrio, concentração e controle antes e depois de rituais mais
complexos. Práticas de visualização, a qualquer momento. Como um
exorcismo preliminar de fenômenos mentais ou psíquicos indesejáveis.
Como um princípio de cura, principalmente auto-cura. As técnicas
empregadas neste ritual são: vibração de mantra, visualização com
gesticulação e controle de respiração.


Procedimento do Ritual


1) De pé, para qualquer direção que prefira.
2) Inspire profundamente. Exale lentamente, sustentando o som "I",
enquanto visualiza uma energia radiante na região da cabeça.
3) Inspire profundamente. Exale lentamente, sustentando o som "E",
enquanto visualiza uma energia radiante na região da garganta.
4) Inspire profundamente. Exale lentamente, sustentando o som "A",
enquanto visualiza uma energia radiante na região do coração e dos
pulmões, que se espalha para os membros.
5) Inspire profundamente. Exale lentamente, sustentando o som "O",
enquanto visualiza uma energia radiante na região da barriga.
6) Inspire profundamente. Exale lentamente, sustentando o som "U",
enquanto visualiza uma energia radiante na região entre a genitália e o
ânus.
7) Repita o 6). Então o 5), 4), 3), 2), repetindo de trás para frente, até
chegar à cabeça.
8) Inspire profundamente. Exale lentamente, repetindo o mantra IEAOU,
enquanto desenha o pentagrama no ar, com o braço esquerdo. O
pentagrama deve ser visualizado com muita nitidez.
9) Vire para o próximo quadrante e repita o 8), então, desenhe os
pentagramas restantes com os mantras e as visualizações, até chegar
ao ponto de partida.
10) Repita os números 2) até o 7), inclusive




Liber MMM
© 1987 Peter J. Carroll.