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domingo, 29 de março de 2015

Defumação

Prática milenar, a defumação aparece em diversas religiões, rituais e culturas. A defumação consiste em utilizar a fumaça de folhas, cascas, raízes, madeiras ou resinas e podem ser usadas inteiras, em pedaços ou em pó.

A defumação é geralmente usada para limpar ambientes, diferente de um banimento, a defumação além de limpar também deixa a energia da planta que foi usada.

Para fazer uma defumação, antes de mais nada você precisa de algo para colocar as plantas, o mais indicado é o turíbulo, pois facilita muito se você for defumar a casa pois com ele você pode se movimentar com facilidade, mas nada impede que seja outro objeto, já vi até uma pessoa colocando alfazema em uma concha grande, queimando com um isqueiro de maçarico e espalhando a fumaça com um leque.

Turíbulo
Turíbulo
Lojas de artigos religiosos geralmente tem as ervas já prontas para esse tipo de trabalho, secas e trituradas, hoje em dia você pode comprar até na internet, mas obviamente se você tiver tempo para cultivar, colher faça você mesmo.


Eu pessoalmente não sou especialista em ervas mas recomendado defumação com Alfazema, Alecrim, Arruda e Manjericão.

Quando for começar uma defumação na sua casa, você deve seguir o esquema de "dentro pra fora", ou seja deixe por último o cômodo que tem a porta para fora da casa deve ser o último. Assim você consegue expulsar formas energéticas mais densas que a defumação não deu conta de desfazer.
A defumação tem que ser caprichada nos cômodos onde as pessoas dormem ou ficam mais tempo.

Sempre faça a defumação com a intenção de purificar e harmonizar a casa, use visualização para ajudar. Essa é uma prática que pode ser feita mensalmente e dependendo do lugar semanalmente, mais que isso não é necessário.

domingo, 22 de março de 2015

Exercício da Chama

Aprendi esse exercício quando estava começando no ocultismo, apesar de eu não saber se existe um nome correto para ele e se nasceu de algum grupo em especial vamos chamá-lo de Exercício da Chama (não confundir com o Exercício da Vela).

O exercício é bem simples, se você preferir, pode fazer algum exercício de respiração antes de começar, eu próprio não faço sempre, isso é opcional, mas é claro que facilita. Um exemplo de exercício que pode ser feito antes é o de entrar no Estado Alfa.

Imagem Ilustrativa

Após estar preparado abra a palma da mão, destro use a direita e canhoto a esquerda, ela não precisa estar aberta de forma que se deixe os dedos retos, abra mas deixe a mão aberta de forma confortável.
Dessa forma, visualize uma pequena chama no centro da mão, e mantenha a imagem pelo tempo que conseguir.

Apenas isso?

Sim! Esse exercício trabalha a concentração, visualização e também é serve para iniciantes em manipulação energética.

Embora o foco não seja sentir algo, algumas pessoas podem sentir calor, outras frio, a energia concentrada na mão.

Você também pode acender uma vela e um pouco distante observar a chama dela e visualizar a mesma sua mão, o resultado pode ser bem interessante.


domingo, 15 de março de 2015

John Frederick Charles Fuller

John Frederick Charles Fuller também conhecido como J.F.C. Fuller foi Major-General do exército britânico, nascido em 1878 e falecido em 1966, com um enorme histórico de participações de batalhas estando durante sua vida na África, Índia, França, Alemanha entre outros países.

Apesar de ter sido um nome ter sido um pouco conhecido no ocultismo, é lembrado por suas ideias dentro da estratégia militar, o que chama a atenção é que suas estratégias em muitas vezes tem como base conceitos do Ocultismo, algumas vezes divididas nós 3 pilares como na Árvore da Vida da Kabbalah ou nos 4 Elementos Alquímicos.

John Frederick Charles Fuller

Além de estratégias militares, vemos que Fuller também tinha muito interesse por ocultismo e começou a manter contato com Aleister Crowley após vencer um concurso sobre as poesias de Crowley da qual é dito que ele foi o único candidato, após isso Fuller teve mais contato com o mesmo e começou a fazer parte da A∴A∴, ordem fundada pelo ocultista onde foi membro ativo, trabalhou em edições dos documentos da ordem, no jornal The Equinox, na edição da autobiografia de Crowley e em pinturas iniciáticas,

Mais tarde Fuller se afastou de Crowley e tudo ligado a ele, inclusive da A∴A∴, pois redigiu um documento onde dizia que concordava em continuar seu trabalho com o mesmo desde que não houvesse citação ao seu nome nem de forma pública nem privada, caso contrário, deveria pagar uma multa de 100 libras. Esse ocorrido fez que o mesmo fosse desligado da A∴A∴ e cortou sua relação com Crowley.

Sua maior atuação foi em relação a ideia de mecanização do exército, embora sua contribuições e ideias não tenham sido muito acatadas em primeiro momento, muitas das suas estratégias com batalhões de tanque foram usadas em diversos países posteriormente como na Alemanha e União Soviética, o reconhecimento de Fuller em relação a estratégias com brindados foi tão grande que foi chamado para a comemoração do aniversário de 50 anos de Hitler, onde assistiu com ele a passagem de um exército de mecanizado durante 3 horas.

Aqui podemos ver uma das diversas estratégias militares de Fuller, abaixo uma dividida nos elementos alquímicos dentro de princípios estratégicos.

Esfera Cósmica: Objeto (Meta) & Objetivo (Desejo) = Método (Economia de Força)
Objetivo é o objetivo geral ou objetivo da missão (o que as metas devem ser alcançadas para a missão ser completa ?).
Desejo diz respeito à prioridade da realização ou aquisição da Meta (o quão importante e essencial é o objetivo para o esforço global missão?).
Método é a forma como as forças disponíveis levarão a cabo a missão (Quanto da força da missão será atribuído - ou estão disponíveis? - para cumprir a meta).

Esfera Mental (1, 2, e 3): Razão (Direção ) & Imaginação (Concentração) = Vontade (Distribuição)

Esfera Moral (4, 5, e 6): Medo (Determinação ) & Moral ( Surpresa) = Coragem (Resistência)

Esfera Física (7, 8, e 9): Ataque (Ação Ofensiva) & Defesa (Movimento Seguro) = (Mobilidade)

Podemos ver que a Esfera Cósmica é o Fogo, A Mental é o Ar, a Moral é Água e a Física Terra.

Arte Iniciática de Fuller
Arte de Fuller
Fuller também escreveu livros de Cabala, Yoga, Estratégia e História Militar entre outras dezenas de livros no decorrer da sua vida.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Raijin e Fujin

Raijin 雷神 é o kami das tempestades, raios e trovões no Shintoísmo e mitologia japonesa, também segundo algumas fontes tem relação com a guerra.

Raijin

É representado como um demônio às vezes vermelho e com chifres e cercado de um anel grande com tambores que usa para fazer os trovões, outras vezes também é representado na cultura popular e ocidental como um homem aparentando ser um monge com um chapéu de palha, imagem imortalizada por "Raiden" da série Mortal Kombat.

Fūjin-raijin-zu by Tawaraya Sōtatsu


Fujin, Fūjin 風神 é o kami dos ventos, de aparência semelhante a de Raijin que é seu irmão, porém representado com a cor verde e com um saco mágico entre os ombros de onde saem os ventos do mundo. É dito que sua iconografia veio da época da rota da seda é baseado no deus grego Bóreas, deus dos ventos do norte, iconografia do deus com um saco cheio de ar que foi evoluindo até chegar a imagem de Fujin.

Também existem sincretismos com o budismo, conta uma lenda que Raijin e Fujin eram grandes inimigos de Buda, e o mesmo mandou seu exército celestial capturar os dois, após uma longa batalha eles foram capturados e tiveram como castigo que trabalhar no céu, em outras versões eram apenas demônios que foram convertidos nos trabalhadores que são hoje.

É comum também ver estátuas de Raijin e Fujin em templos budistas, acredita-se que a sua aparência demoníaca por assim dizer auxilia na proteção dos templos.

Raijin e Fujin
Raijiin e Fujin -
Estátuas em Taiyuin Mausoleum





domingo, 1 de março de 2015

Balder

Balðr, Balder ou Baldur é um deus da mitologia nórdica, filho de Odin e Frigga, esposo de Nanna que com ela é pai de Forseti. Representa a Luz, a Pureza e o Sol.

O maior mito que envolve Baldur, conta que ele previu sua morte a partir de pesadelos, sua mãe Frigga então pede a todas as coisas da terra a fazerem um voto de não ferir seu filho, porém uma planta chamada visco não fez o juramento. Loki que tinha inveja de Baldur ao saber da falha, confecciona uma flecha de visco e dá para Höðr irmão cego de Balder para atirar no seu irmão, já que todos tacavam coisas em Balder por diversão já que tudo que era lançado errava o alvo devido ao juramento. Porém o visco ao ser lançado atingiu mortalmente Baldur.

Balder e o Visco

Hermóðr recebeu então a missão de Frigga para atravessar o rio Gjoll,que separa os mortos dos vivos e pediu a Hel deusa do mundo dos mortos que deixasse Baldur voltar, ela concordou que Baldur voltasse caso todos os seres chorassem por ele, o que não aconteceu, pois Loki disfarçado de uma velha se negou a chorar.

Após o plano de trazer de volta Baldur de volta a Asgard falhar, o corpo do mesmo foi queimado em um pira funerária feita em seu barco junto de sua esposa Nanna que morreu de tristeza. Odin colocou na pira seu anel Draupnir presente dos anões que se multiplicava.

Odin se despede de Balder

Baldur é visto como um deus solar, seu mito pode ser considerado uma forma de escrever a passagem das estações, a morte no solstício de verão.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Minha História com a Meditação

A única verdade sobre meditação é que você sempre que for pesquisar sobre ela vai achar mais do mesmo, é sempre a mesma história com um método "simples" que envolver respirar e pausar e só por ai vai, mas não é tão simples.

Minha história com meditação começou junto com meu interesse por ocultismo, eu consegui um exercício de meditação e tive oportunidade de ver a experiência de algumas pessoas também já que tudo era em grupo, a maior dificuldade das pessoas era a minha também, a concentração, eu conseguia ficar segundos concentrado mas os pensamentos logo invadiam a mente e eu desconcentrava e isso persistiu por muito, muito tempo mesmo.


Então depois de muito tempo, um dia eu entrei sem querer no estado meditativo, eu estava em posição de lótus fazendo um exercício para os chacras e minha percepção mudou, aproveitei o estado e percebi que realmente estava meditando.

Era tudo muito intenso, a posição de lótus não era mais desconfortável, os pensamentos intrusos eram quase nulos e quando eles apareciam não atrapalhavam o estado, minha respiração diminuiu tanto que se eu não soubesse que respiração é algo vital, teria pensado que havia parado.

E assim estranhamente eu aprendi a meditar, era como se eu tivesse achado a chave para o estado meditativo e a partir de então eu já podia abrir a porta quando eu quisesse, percebi que meditação não se trata de esforço, e sim de entrar em um estado e deixa-lo fluir, aquela instrução de "meditar por 15 minutos por dia e ir aumentando aos poucos...", me parece besteira, pois meditação como eu disse antes não requer esforço como por exemplo a visualização, então é possível ficar meditando por muito tempo conforme o corpo permitir.

O maior problema é que não consigo passar nenhuma técnica que seja efetiva, ou ao menos não para todo mundo, afinal cada pessoa é diferente, porém é fácil identificar quando você esta no estado meditativo pois é algo bem forte, talvez quem tenha alguma sensibilidade energética, vai sentir bem os chacras recebendo energia, principalmente o coronário, como foi dito anteriormente a respiração diminui muito, o fluxo de pensamentos diminuiu e não atrapalham, a sensação de espaço pode mudar, você pode se sentir dentro de um vazio infinito, também normal ver todo tipo de coisa.

Após começar a meditar é normal perceber todo tipo de mudança física e emocional, se você não conseguiu meditar ainda, comece com treinos de respiração, relaxamento e contemplação, é o caminho mais próximo desse estado que nos conecta com o cosmo.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Ganesha

Quem sabe uma das divindades mais conhecidas do hinduísmo Ganesha sempre foi misterioso para os estrangeiros, quem sabe é um dos mais diferentes deuses das diversas culturas. É adorado em diversos cultos e religiões por toda Índia.

Ganesha

Ganesh, Ganesha, Lord Ganesha ou Ganexa é representado com uma aparência única: corpo humano, com 4 ou mais braços e olhos humanos, no passado representado com cor vermelha forte.

A lenda da criação de Ganesha conta que a deusa Parvati ao se banhar, preocupada por estar sozinha, fez um do barro garoto e deu a ordem de não deixar ninguém entrar na casa. Quando Shiva, o marido de Parvati apareceu e tentou entrar na casa Ganesha o impediu, após discutirem ambos batalharam e Shiva cortou a cabeça de Ganesh com seu tridente. Quando Parvati descobriu o que aconteceu, ficou enfurecida e ordenou que seu marido devolvesse a vida de Ganesh, porém a cabeça se perdeu no meio da batalha e Shiva não conseguiu encontrá-la, ele foi aconselhado por Brama a pegar a cabeça do primeiro ser vivo que encontrasse, e o encontrado foi um elefante. Em outras versões, ele já nasceu com cabeça de elefante, aliás, existem outras versões da lenda nos diferentes textos sagrados, acredita-se que as lendas foram criadas apenas para explicar o simbolismo da imagem do deus que é muito mais antiga.

Ganesha

O simbolismo da figura da Ganesh é quase que infinito, mas entre os mais famosos são: barriga grande para digerir os problemas, ouvidos grandes para escutar, boca grande para falar pouco, cabeça grande pela inteligência, entre outras simbolismos. Até a presa quebrada de Ganesha tem diferentes lendas como explicação, onde algumas vezes a quebrada aparece em sua mão, para ser usada na escrita.

Conhecido como o Removedor de Obstáculos ou também apenas de Senhor dos Obstáculos, já que pode tirar ou colocá-los caso a pessoa precise ser testada, seja no material ou espiritual.
Também é senhor da escrita, aprendizado e sabedoria, além de personificar o som universal ou primordial o ॐ "Om".

Atualmente Ganesha é quase que um deus pop no ocidente, sempre procurado por quem precisa de ajudar em superar algum obstáculo. Quando se precisa de ajuda para superar alguma dificuldade um bom exercício é se visualizar como o grande Ganesha.