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domingo, 18 de janeiro de 2015

Far Cry 3 e a Jornada do Herói

Eu já te contei a definição de insanidade
A insanidade é fazer exatamente... a mesma porra repetidamente... esperando que as coisas mudem... Isso. É. Insano. Mas da primeira vez que alguém me disse isso, eu não sei, achei que isso era uma brincadeira, então, atirei nele. O negocio é que tá bom... ele estava certo. Aí comecei a ver isso em todos os lugares, por toda a parte. Os mesmos idiotas por toda a parte fazendo exatamente a mesma porra.... de novo, de novo, de novo, de novo e de novo, pensando, 'Dessa vez vai ser diferente. Ah, não. Por favor, Dessa vez será diferente.' Sinto muito, não gosto... do jeito que você está me encarando! Tá bom? Você tem algum problema mental? Acha que eu estou de brincadeira? Acha que eu to blefando? Vá se foder! O.K.? Vai se foder!... Tudo bem, eu vou relaxar, hermano, eu vou relaxar... O Problema é que... Tudo bem, eu já te matei uma vez... E não é que sou louco. 
Tudo bem... isso são águas passadas... 
Eu já te contei a definição de... insanidade? -Vaas



Far Cry 3 é um jogo da Ubisoft que me foi recomendado por leitores do blog várias vezes e na última recomendação, resolvi acatar e começar a jogar. Obviamente o que chama a atenção antes de tudo é o enredo, bem trabalhado e pode-se dizer impecável e ainda durante a passagem de cenas com citações do livro Alice no País das Maravilhas, a história da menina que cai em um buraco e entra em um mundo completamente diferente do seu.

Atenção Spoiler:

A história gira em torno de Jason, um jovem com pais ricos que vai com seus irmãos e amigos para uma ilha para se divertir e praticar esportes radicais, mas a ilha não é tão desabitada como parece e eles são sequestrados por um grupo de piratas liderados por um louco, insano e sádico chamado Vaas que pretende pedir resgate pelos prisioneiros e após isso vendê-los para o mercado negro.

Jason fica junto seu irmão ex-militar dentro de uma jaula que se desamarra das cordas e mata um dos piratas que fica de guarda e consegue escapar auxiliando Jason que está desesperado, após conseguirem passar quase que invisíveis pelos piratas, Vaas os encontra e dá um tiro em seu irmão, que rapidamente morre nas mãos de Jason, após isso Vaas dá a ele chance de correr para a floresta para tentar fugir, Jason corre e poucos segundo depois começar a ser perseguido pelos piratas, na  floresta, com animais selvagens, Jason mata pela primeira vez, corre e encontra uma ponte, mas antes se conseguir atravessar um helicóptero o encontra e ele cai da ponte, e como Alice acaba por cair em um mundo totalmente diferente do seu.

Para resumir, a Jornada do Herói afirma que a maioria dos mitos seguem um certo padrão, esse padrão também pode ser visto em clássicos da literatura e cinema também.
Começa com alguém em um mundo normal, que de alguma forma é chamado para uma jornada para um mundo diferente do dele. Vai encontrar um ou mais mentores. Vai passar por testes pequenos e grandes, em algum ponto vai enfrentar medos internos, vai entrar em uma busca de algo especial como algum objeto mágico, próximo do final, vai ocorrer a última prova, sobrevivendo, ele não vai ser a mesma pessoa que foi, então ou volta para o mundo normal ou vive uma vida normal depois de ter passado por toda sua aventura.


Obviamente, esse é só um exemplo, as histórias podem ser um pouco diferentes, mas seguindo outros caminhos, mas sempre envolve os pontos mostrados. Sucessos da literatura e cinema geralmente apresentam a Jornada do Herói: Star Wars, Harry Potter, O Hobbit, Senhor dos Anéis e etc.


Após Jason cair da ponte e quase morrer em um rio é resgatado por Dennis, esse vai ser o mentor de Jason no início do jogo, vai apresentar Jason ao Caminho do Guerreiro, e dá a Jason a tatuagem dos guerreiros Rakyat, nativos da ilha que no momento estão perdendo a luta contra os piratas, mas Dennis vê a fuga de Jason como um sinal que as coisas vão mudar.

O jogo é repleto de missões, algumas que são podem ser vistas como iniciações ou ritos de passagem. A primeira pessoa que vai instruir Jason é Dennis, que vai passar tarefas básicas que serão úteis no jogo, caçar, colher plantas, tirar o codificador colocado pelos piratas em uma torre de comunicação e tomar um acampamento de piratas.
Dennis dá algumas primeiras missões para Jason, que está preocupado em salvar seu outro irmão ainda vivo e seus amigos. Porém com o tempo, cresce a vontade de matar Vaas.

Vaas se mostra como um oposto de Jason, enquanto Jason segue uma certa lógica, Vaas é simplesmente louco, mesmo assim, sempre um passo a frente, porém Jason consegue nesse meio tempo salvar alguns de seus amigos.

Após ter passado e cumprido os desafios e missões impostas por Dennis, ele vai ser apresentado a Citra, a líder dos Rakyat e ironicamente, irmã de Vaas. Ela inicialmente desdenha de Jason, mas lhe dá uma missão quase que impossível: encontrar uma faca cerimonial trazida pelos chineses que exploraram a ilha na idade das trevas. Jason bebe uma bebida alucinógena dada por Citra e durante a alucinação recebe a pista do homem da qual deve seguir, um agente americano, infiltrado na ilha que também vai ser seu mentor, lhe passando novas tarefas para cumprir. No meio dessas missões Jason vai encontrar um homem que tem um de seus amigos como prisioneiro e pede a faca cerimonial em troca de seu amigo. Após entrar em diversos ruínas Jason consegue a faca e consegue matar o homem que mantinha em cativeiro seu amigo. Seu amigo lhe dá a notícia que seu irmão mais novo está morto, isso faz com que Jason mude seus prioridades, e coloca matar Vaas como a primeira delas.


Jason passa por um novo ritual de passagem, ingerindo novamente uma bebida alucinógena, em sua alucinação ele vai enfrentar um demônio gigante da mitologia Rakyat e após vencê-lo, corta lhe a cabeça, como fez o herói da lenda.

Depois de "vencer o demônio" ele vai em busca de Vaas, que como sempre estava um passo a frente, atira em Jason, que desmaia mas sobrevive por causa de um isqueiro no seu bolso.
Após isso, Jason faz sua última investida, indo direto ao quartel general de Vaas e consegue matá-lo.

O protagonista percebe que ele só se tornou uma pessoa completa quando virou um guerreiro e decide ficar na ilha como líder dos Rakyat e deixar seus amigos voltarem para o mundo normal sozinhos. Jason descobre também que Vaas era só um fantoche de Hoyt, um homem que diferente de Vaas, e de certa forma semelhante a Jason, porém mais poderoso, aparentemente civilizado e que emprega mercenários para todo tipo de crime, inclusive tráfico de pessoas.

Tomando uma estratégia diferente, Jason se infiltra como mercenário na ilha de Hoyt para matá-lo e finalmente trazer paz na ilha, seu mentor e aliado vai ser um soldado chamado Sam, depois de infiltrado ele descobre que seu irmão não estava morto, após conseguir salvar o mesmo e matar Hoyt, Jason é surpreendido por Citra que levado a tomar a decisão final: matar seus amigos, e junto disso, matar seu fraco "eu" antigo, ou voltar para o mundo normal novamente. A decisão é tomada pelo jogador.

Depois desse spoiler todo, você deve pensar e daí? O que tem de interessante? Bom, a Jornada do Herói, nada  mais é do que a arte falando da vida real, algumas vezes nas nossas vidas, somos chamados a nos tornarmos pessoas diferentes, para isso, devemos enfrentar todo tipo de desafio, a única recompensa é se tornar alguém novo, melhor, mais forte, sábio ou simplesmente mais vivido.
É por isso que a Jornada do Herói esta presente em alguns dos melhores livros, filmes, jogos ou mitos, o processo se torna tão especial aos olhos das pessoas, pois ele é apenas uma demonstração da jornada humana de uma forma mais artística.


domingo, 11 de janeiro de 2015

Ísis

Ísis, Ast, Aset ou Auset é uma das divindades-mãe mais interessantes, e como grande parte das divindades antigas carrega junto uma série de atribuições e qualidades adquiridas no período em que recebiam adoração. Ísis é uma conhecida deusa egípcia e também está entre as mais poderosas representações do feminino, a Grande Mãe.

Ísis com Hórus

Ísis é filha de Geb (Terra) e Nuit (Céu), irmã e esposa de Osíris e mãe de Hórus. Porém em um papiro antigo, ela se refere pessoalmente a Thoth como seu pai em um documento grego.

Ela participa de importantes eventos na mitologia egípcia, como quando ela ressuscita por meio da magia seu marido Osíris que havia sido despedaçado por seu irmão Seth e após isso, com ele gera seu filho Hórus. também cria como seu filho Anúbis, que foi abandonado por sua mãe Néftis, mesmo esse tendo nascido como resultado da traição de Osíris com Néftis.

Ísis de Luto

Na lenda do pós-vida dos egípcios, ela ficava junto de Osíris que presidia o julgamento dos mortos,

Ísis Alada

Ela aparece como uma mulher jovem, em sua acima de sua cabeça, possui um disco solar que fica entre dois chifres de vaca ou uma representação do trono real. É dito que ela também assume a forma de diversos animais, como vaca ou aves. Em muitas representações ela também aparece alada.

Pesquisas aparentemente novas, indicam que Ísis começou como deusa funérea, e com o tempo ganhou foi ganhando seu aspecto mais universalista e bem mais tarde, ocorrem sincretismo religiosos em locais como a Grécia, Itália, províncias de Gália. com divindades dessas regiões. Rituais relacionado a ela ficaram vivos durante o período helenístico, o decaimento ocorre com o avanço do cristianismo, possivelmente por causa disso, muitas informações sobre a divindade, tanto como rituais, lendas e cultos secretos se perderam junto.  Sobre os sincretismos, encontramos ligações entre Ísis com Vênus, Perséfone, Afrodite, Fortuna, Tique, Hígia entre outras.

domingo, 4 de janeiro de 2015

São Cipriano

Quem sabe o grimório mais conhecido e temido sobre magia do nosso país seja o Livro de São Cipriano, ou melhor dizendo "os livros de São Cipriano", já que as versões do livro do conhecido feiticeiro chegam as dezenas, entre eles "o Original", "o Verdadeiro", "o Capa Preta"," o Capa de Aço" e por ai vai mudando de editora para editora.



Esse artigo não pretende entrar no mérito da veracidade dos rituais e orações contidas nos diversos livros ou nas primeiras versões, porém acima de tudo é interessante levar em conta que seja o que for feito ou dito, essas coisas feitas na matéria precisam também ter atuação no plano astral e nem todo mundo consegue fazer que isso ocorra.

Por causa de tantas versões do livro, as pessoas que se interessam pelo tema sempre procuram o livro verdadeiro ou original. Eu pessoalmente nunca tive interesse por esse livro e nem procurei ler, porém mais tarde também fiquei curioso sobre a origem do livro e resolvi buscar.

Mas antes de falar da primeira versão do Livro, vamos falar um pouco sobre São Cipriano. Qual a melhor forma de se falar de magia ou vender livros sobre o assunto sem sofrer represálias de religiosos? Simples, atribuir a uma figura famosa dentro da religiosidade, dizendo que a mesma foi quem trouxe essas informações. Existem dois santos com o nome de Cipriano: São Cipriano de Cartago e São Cipriano de Antioquia, esse último da qual recebe as atribuições nos livros de feitiçaria, embora algumas vezes ocorra alguma confusão quanto a eles. A lenda de Cipriano de Antioquia mais antiga, conta que ele ficou durante um ano em uma caverna aprendendo os segredos da magia com o próprio diabo, se converteu ao cristianismo, após ver que sua magia não surtia efeito contra uma moça cristã chamada Justina, devido a isso renunciou ao diabo e a magia negra, vendo que nada era mais poderoso que Deus.

Capa do Livro de São Cipriano

A minha busca pelo primeiro livro de São Cipriano se deu pelo meio mais fácil, pesquisa na internet, porém eu só descobri mais sobre a versão mais antiga do livro em um artigo em inglês, esse citava a revista portuguesa O Archeologo Português, onde falava que o livro foi publicado pela primeira vez em 1849. Eu tive a oportunidade de ver uma edição do O Grande Livro de São Cypriano ou Thesouro do Feiticeiro, livro publicado em Lisboa, não fala bem a época, mas um fato interessante é que o editor português faz um adendo sobre o livro de São Cipriano, em suas palavras e copiado exatamente como escrito no português da época:



Advertencia:
São muitas edições que hão publicado do Livro de S. Cypriano, e todas ellas, ao que parece, teem sido bem acolhidas ao publico.
Todas essas edições, porém, são divididas em DOIS VOLUMES, ou duas partes, e não está por conseguinte, nenhuma d'ellas completa.
A obra que damos ao público, sob o titulo de O Grande Livro de São Cypriano ou Thesouro do Feiticeiro, consta de TRES VOLUMES, ou tres partes distinctas...  

Ai quem sabe, pela primeira vez, nasce o costume das editoras de falar que a sua edição, é a original, a verdadeira, a única e etc. Porém a Livraria Economica após algumas páginas faz um adendo interessante:
Devemos o original do 3º volume, que completa o Livro de S. Cypriano, ao seu collector, o nosso prezado amigo de Barcelona, D. Gumerzindo Ruiz Castillejo y Moreno, proprietário da Bibliotheca Academica Peninsular Catalani, que nos vendeu o direito exclusivo de traduzil-o em portuguez.                            
Após isso embaixo, as palavras do  D. Gumerzindo Ruiz Castillejo y Moreno.


En la calidad de único dueño de livro entitulado :  Engremanzos de S. Cypriano, ó sea prodigios del diablo, com outras reglas concernientes al mismo asunto, hacemos público que los derechos de estamparlo por la imprenta em los dominios de Portugal, quedanse propriedad del Sñr. Domingos M. Fernandes, editor en Lisboa (Portugal).


 Barcelona el 25 março 1885

Essa informação é importante, pois fica visível que já existia uma vasta gama de versões desde aquela época. Outra coisa interessante é a citação de um versão espanhola do livro, apesar de não ser possível saber se essa informação é real. Essa é outra pista, pois os primeiros livros de São Cipriano nasceram da Espanha. Nessa região o livros são chamados de Ciprianillo. Embora sem data muito exata, além de serem livros com temas como feitiçaria, algo interessante é que algumas obras atribuídas ao lendário santo, vinham como guia para encontrar tesouros enterrados pela região de Galiza, na Espanha, a região já tem um ar de mistico devido ao Caminho de Santiago, da qual peregrinos percorrem durante séculos. 


Porém, o livro O Grande Livro de São Cypriano ou Thesouro do Feiticeiro (versão de Portugal) tem uma lista de locais onde é dito que estão escondidos tesouros de mouros e romanos protegidos por magia e demônios. Obviamente fica claro que aquilo tudo é apenas uma peça para enganar pessoas, essas informações de tesouros escondidos, de certo vieram do pequeno livro com o nome de el Millonario de San Ciprián datado de 1849-1850, mas o costume de vender livros com locais de tesouros era quase cultural na região, e esse livro possivelmente era cópia ou modificação de outro livro bem mais antigo com o mesmo conteúdo. Com a popularização de livros de São Cipriano com pistas de supostos tesouros escondidos, a região sofreu com a destruição de patrimônios arquelógicos, ocorreu até o caso de inscrições rupestres serem destruídas, pois eram citadas como marca de tesouros antigos.

Se El Millonario de San Ciprián  não for a obra mais antiga atribuída a São Cipriano é possível datar que existência da primeira versão do livro ou da lenda de Cipriano, não deve ser mais antiga que 1750-1800 pois não existem citações encontradas sobre ele antes dessa época, seja em livros, rezas, ou até mesmo comentários de estudiosos de magia ou padres.

Pode se dizer apenas que tudo muito possivelmente teve sua origem na Espanha. Já as informações mais tarde contidas nos livros de São Cipriano, principalmente as com relação a "magia negra" são uma tradução e leve alteração da versão francesa de O Grande Grimório, ideia nascida do interesse em editores de livros em ganhar dinheiro. As diversas e famosas orações, muito possivelmente são resultado de uma coleta de orações populares ou invenções. Logo mais, também ouve a adição de símbolos de outros grimórios antigos, por exemplo a edição da editora Pallas, São Cipriano o Bruxo - Capa Preta, possui dezenas de desenhos de símbolos retirados de outros livros com descrições pouco verdadeiras. E esses símbolos não eram presentes nas versões mais antigas dos livros de São Cipriano.


São Cipriano - Capa de Aço

As lendas sobre o livro ser amaldiçoado, trazer má sorte e outras coisas, é apenas resultado da crendice popular e também lenda que facilita mais ainda a venda dos livros.

Para finalizar o artigo, vai aqui a lista dos livros de São Cipriano que consegui encontrar:

  • São Cipriano - O Bruxo - Capa Preta
  • São Cipriano - O Bruxo - Capa de Aço
  • São Cipriano - O Verdadeiro Capa de Aço
  • São Cipriano - Capa de Ouro
  • São Cipriano - O Legítimo
  • São Cipriano - O Legítimo Capa Preta
  • O Breviário de São Cipriano
  • O Legítimo Livro De São Cipriano 
  • O Livro Encarnado de São Cipriano
  • O Livro Proibido de São Cipriano
  • O Livro Vermelho e Negro De São Cipriano
  • O Grande Livro de São Cipriano ou Tesouro do Feiticeiro
  • O Grande e Legítimo Livro Vermelho e Negro de São Cipriano
  • O Poderoso Livro De São Cipriano
  • O Tradicional Livro Negro De São Cipriano
  • Engremanzos de San Cipriano
  • San Bartolomé y San Cipriano
  • O Grande Livro de São Cypriano ou Thesouro do Feiticeiro
  • El Ciprianillo. Gran Libro de San Cipriano, o Los Tesoros del Hechicero
  • El Libro Magno de San Cipriano. Tesoro del Hechicero
Fonte de Pesquisa: 

São Cipriano O Bruxo - Capa Preta editora Pallas
Peter Misler.- Las Hondas Raíces del Ciprianillo
O Grande Livro de São Cypriano ou Thesouro do Feiticeiro
Instituto de Estudios Vigueses Glaucopis ano XII-Número 12-2006

domingo, 28 de dezembro de 2014

Finalizando 2014

É legal falar da importância da mudança de ano pois nesse tipo de passagem existe uma energia muito grande e junto o ato simbólico de renovação, de morte do velho e nascimento do novo, logo não é só uma época boa dar início a coisas novas, mas também para acabar com as velhas. Obviamente é uma questão de força de vontade também, afinal muita gente diz que quer mudar de todo fim de ano, mas continua na mesma depois.

Death

2014 foi um ano que o blog ficou abandonado, o motivo é simples, meu tempo todo foi ocupado pelo profissional e o tempo que sobrava eu me dedicava para a prática e estudo, com tudo isso, esse foi um ano da qual eu pude renovar algumas ideias e conceitos e essa atenção muito voltada para mim resultou na falta de atenção ao blog, que mesmo quando tinha tempo não conseguia escrever nada......bom, já falei disso tudo no post de 1.000.000 de acessos.

Para 2014, vou dar continuidade a desenvolver as coisas novas que aprendi, além é claro de conseguir me dedicar melhor ao blog e se possível, conseguir trazer meus novos aprendizados aqui.

Ficam aqui meus agradecimentos a todos que visitaram o blog, comentaram, leram, curtiram a página no Facebook, mandaram e-mails e etc.

Desejo para todos um 2015 repleto de Sabedoria, Paz Interior e Felicidade!

domingo, 21 de dezembro de 2014

Constantine - Temp. 1 Ep. 7 e 8

Esse é artigo com referências do sétimo e oitavo episódio de Constantine, se você não leu os artigos anteriores basta clicar nos links:   e .


No começo do episódio John escuta o pastor falando em Enochiano, que por ele é chamado de língua dos anjos. A história da linguagem enochiana começou no final do século XVI quando Edward Kelly por meio de uma bola de cristal recebia informações de espíritos juntamente com o auxilio de John Dee fazendo as anotações dos espíritos que diziam serem os mesmo anjos que auxiliaram o personagem bíblico Enoque, por isso o nome de "Anjos Enochianos". A partir das comunicações, foi criado um alfabeto com diversas correspondências.

Alfabeto Enochiano
Alfabeto Enochiano
John Dee e Edward Kelly


A Murta é uma planta foi usada em diversos rituais no mundo e dentro na medicina em diversos países, para os gregos a planta era relacionada a Afrodite e Deméter. Mas o motivo de John usar a Murta na evocação do anjo é provavelmente devido a se acreditar que a Murta contém o perfume do Éden.




No episódio 8 escutamos falar de uma criatura chamada Invunche, John diz que eles eram criaturas muito próximas aos anjos, e que todos morreram durante o grande dilúvio. Na lenda real o Invunche também chamado Inbunche é um ser folclórico do arquipélago Chiloé, que fica ao sul do Chile.

O Invunche seria uma criatura que guardava as cavernas e eram serviçais dos Brujos , nome dados aos feiticeiros daquela região, o Brujo roubava  ou comprava um primogênito com poucos dias de vida e o transformava um invunche quebrando sua perna direita e a torcendo sobre as costas, depois passando um creme para nascer pelos grossos nelas, também cortava a língua para ficar com a aparência de uma língua de cobra. A criança era alimentada com leite de gato preto e conforme ia crescendo era alimentada com carne de crianças e depois de adultos.

Arte de Genzoman
A Bilocação, que foi o fenômeno que Anne Marie produziu é a capacidade de estar em dois lugares ao mesmo tempo, como John disse que é o domínio de alguns santos, exemplo disso são lendas por exemplo sobre Santo Antônio e até o médium Eurípedes Barsanulfo, porém, os relatos dizem que ambos os "corpos" podiam interagir com as pessoas ao mesmo tempo, já no caso apresentado na série, está mais para uma projeção de corpo espiritual semi-materializado.

Enquanto Zed explora a fortaleza paranormal, encontra várias portas com um símbolo entalhado, o símbolo é uma variação do símbolo de Saturno .
Como vocês podem ver, essa variante do símbolo lembra muito uma foice de cabo longo, isso não é por acaso, a lenda conta que Saturno com a foice que recebeu de Gaia castrou seu pai Urano, se tornando o novo o novo governante supremo e como um ciclo mais tarde perdeu o posto para seu filho Júpiter.

A foice simboliza a colheita, e a vinda de novos ciclos, muitas vezes as mudanças não muito fáceis, o ato de "cortar" o que é velho para a vinda do novo.

Símbolo de Saturno

Quando John interroga a freira perguntando qual era o nome dela cita os nomes: Lilith, Durgia, Naamah ou Lamashtu.

Lilith: deusa da mitologia mesopotâmica.

Durgia sem personagens mitológicos com esse nome.

Naamah citada apenas uma vez na bíblia e tida apenas como uma humana comum e descendente de Caim.

E Lamashtu da mitologia suméria dita como uma deusa/demônio que atacava mulheres durante o parto e se alimentava de bebês, além de trazer outros diversos males e pragas.

John entrega para Anne Marie um amuleto de Pazuzu, o demônio dos ventos do sudoeste, apesar de ser um demônio e trazer com eles pestes, era tido como inimigo de Lamashtu, seu amuleto era usado por grávidas e um ritual de oferendas de alimentos era feito para ele quando crianças estavam com febre e acreditavam que era devido a Lamashtu, leiam mais sobre Pazuzu aqui.

Pazuzu

sábado, 13 de dezembro de 2014

Fotamecus

Não lembro bem quando foi a primeira vez que escutei falar sobre o Fotamecus, mas sei que ele é um servidor muito conhecido, mas antes de mais nada é um exemplo de como o a criação de um servidor pode ser fora dos padrões que geralmente aprendemos pela internet.

Eu não vou pegar os textos que contam exatamente a história do Fotamecus, por preguiça minha pois vocês podem encontrar facilmente pela internet, vou dizer mais sobre algumas impressões minhas sobre esse servidor.

O Fotamecus é um sigilo/servidor/entidade que atua na "manipulação de tempo", que foi criado por um grupo de magistas do caos e após verem que o sigilo funcionava muito bem, transformaram ele em um servidor.

Você pode usar ele pra Comprimir ou para Expandir o tempo. Apesar do que é dito, eu não posso dizer que ele muda o tempo, pois isso seria impossível, ainda mais que no mesmo momento você  pode estar utilizando ele para Comprimir o tempo, outra pessoa pode estar usando para Expandir, o que não seria possível se estamos falando de mudar o tempo propriamente dito, o que ocorre é que a nossa percepção de tempo é manipulada, o servidor sempre vai procurar a forma mais simples de trazer o resultado e é assim que o servidor do tempo trabalhou para criar os efeitos que da qual ele foi criado.

Faz uns anos eu tirei cartas para saber mais sobre o Fotamecus, as cartas mostram antes de mais nada que o servidor aparece como algo ou alguém que faz todo seu trabalho com sucesso e talvez seja mais evocado do que eu pensei.

Fotamecus

Uma outra carta mostra algo que me pareceu estranho na época, uma multiplicidade de caminhos que ele pode seguir, isso mostra que ele é um servidor que se multiplica, por isso consegue atender toda sua demanda.

A última carta que tirei por "coincidência" foi a mesma que caiu quando tirei cartas para o sigilo Ellis, mostrando que ele estava bem materializado e forte no astral, além disso bem "poderoso" dentro de suas funções.

Em mais uma tirada, as cartas disseram claramente que ele conseguia resolver várias questões ao mesmo tempo, de diferentes níveis e formas de pensar. Acredito que algumas pessoas criaram uma intimidade com o Fotamecus e desenvolveram técnicas mais complexas envolvendo ele.
Na última tirada algo interessante foi dito, ele de alguma forma já tem sua bateria de energia que utiliza, isso é interessante pelo fato que muitas pessoas acabam sendo vampirizadas ou necessitam ofertar algum tipo de energia para seus servidores, já com o Fotamecus não, embora acredite que assim mesmo algumas pessoas de alguma forma ofertam energia para ele. Outra coisa legal é que ele apresenta um "prazer" no trabalho que faz, embora de alguma forma possa decidir se vai ajudar a pessoa ou não. Isso é um fato interessante, pois desempenhar uma tarefa simples para o servidor pode ter mais sucesso, do que um servidor que parece ser um canivete suíço.


Esse é um pequeno resumo da forma de trabalhar com o servidor:


  1. Estenda seu dedo indicador, enquanto isso visualize uma luz saindo do seu chacra frontal, e chegando ao seu dedo, com ele irradiado pela energia, você vai desenhar no ar, ou em algum outro lugar o sigilo do Fotamecus, que é o primeiro desenho do texto.
  2. Após o sigilo estar já "fixo" onde você o desenhou, você vai precisar energizar ele, a quantidade de energia deve ser enviada de acordo com o trabalho, nesse momento você já pode colocar a intenção do tempo ser comprimido ou expandido.
  3. Não é dito o motivo, mas nas primeiras instruções é dito para se balancear os pedidos, se você pediu para o tempo expandir em determinado momento, procure comprimir em outro, você também pode mandar o servidor passar a vez da expansão ou compressão de tempo para outro servidor da cadeia, assim ficaria tudo balanceado.

Não é necessário seguir o método a risca, depois que você conhecer melhor seu servidor, você pode adaptar da forma que achar melhor a técnica.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Constantine - Temp. 1 Ep. 6

Esse é artigo com referências do sexto episódio de Constantine, se você não leu os artigos anteriores basta clicar nos links:   e .

Apesar do episódio 6 ter sido bem fraco, consegui apegar algumas referências.

John fala para Chess sobre as Linhas Ley, dizendo que as "Linhas Ley são uma ferrovia psíquica", segundo estudiosos o fluxo de energia que corre por essas linhas é responsável não só por efeitos "paranormais", mas também foi responsável desenvolvimento de grandes capitais no decorrer da história, além dos grandes monumentos, centros religiosos e etc.

Linhas Ley





No primeiro episódio eu mostrei algumas entalhações na estante do Forte Sobrenatural, infelizmente não consegui pegar uma imagem de qualidade, mas agora é possível ver melhor entalhações dos símbolos alquímicos lá.

Também existem novos detalhes, de um lado, podemos ver um Ankh (existe um texto completo sobre o símbolo aqui) e também uma estátua do deus egípcio Hórus em sua forma de falcão.

Do outro lado, podemos ver uma estátua de deusa Kali, temos um texto sobre ela aqui.

Estante do Forte Sobrenatural

John tira da caixa um turíbulo e diz que precisa de Franquincenso, esse é um dos nomes do Olíbano, resina da árvore que quando seca é usada em defumação.

Ao contrário do que é dito ele não "foge do mal", é usado para limpeza energética de ambiente e foi comumente usado em igrejas. Na bíblia, foi presente dos reis magos na bíblia. Era muito valorizado pelos romanos e era tido como remédio por médicos antigos também.